Efeito da adição de cera de carnaúba nas propriedades físico-químicas de blendas poliméricas à base de fécula de mandioca

Referencia Apresentador Autores
(Instituição)
Resumo
IVb22-002
Francisco Klebson Gomes Santos Câmara, H.N.(Universidade Federal Rural do Sémi-Árido); Gomes de Menezes, F.L.(Universidade Federal Rural do Semi-Árido); Santos, F.K.(Universidade Federal Rural do Semi-árido); Leite, R.H.(Universidade Federal Rural do Semi-árido); Aroucha, E.M.(Universidade Federal Rural do Semi-árido); Vitoriano, J.O.(Universidade Federal do Rio Grande do Norte); Em virtude da capacidade que muitos polímeros naturais possuem de se combinar com outras substâncias para formar filmes e revestimentos estes têm se apresentado como uma alternativa viável para substituir embalagens plásticas que não são biodegradáveis. Dentre a ampla variedade desses polímeros naturais a fécula de mandioca se apresenta como uma boa alternativa dado sua ampla disponibilidade, atoxicidade e baixo custo, embora apresente algumas limitações, tais como: grande solubilidade e alta hidrofilia, o que lhe confere propriedades de barreiras insatisfatórias, fazendo-se necessário a adição de lipídios, substâncias hidrofóbicas, como óleos e ceras capazes de diminuir a permeabilidade ao vapor de água e aumentar o ângulo de contato desses biofilmes. Desse modo, o objetivo deste trabalho consiste em produzir blendas formadas à base de fécula de mandioca 3% com adição de cera de carnaúba 2,5% e avaliar as mudanças provocadas nas propriedades de barreiras, ópticas, de tração e solubilidade decorrentes das mudanças ocasionadas na matriz polimérica. Para garantir a homogeneização do lipídio na solução fez-se o uso do tensoativo Tween 80. As soluções filmogênicas à base de fécula foram preparadas a partir da mistura de água destilada e fécula que foi aquecida até 75ºC sob agitação constante até que se observasse total gelatinização. Após o preparo das soluções os filmes foram formados pelo método de Casting: 60 mL da solução foi depositada em uma placa acrílica 15 cm de comprimento, 15 cm de largura e 1,5 cm de altura, armazenadas em estufa com circulação de ar a 50°C durante 5 horas, após as quais havia se formado nas placas um filme de matriz homogênea e coesa. Para obtenção da taxa de permeabilidade ao vapor de água (TPVA) fez-se o uso de células de permeabilidade, produzidas de policloreto de vinila (PVC), com diâmetro interno de cerca de 18 mm, contendo 6 mL de água destilada, para simular uma umidade relativa de 100%. As células foram depositadas dentro de um dessecador contendo sílica como dessecante para simular uma umidade relativa de aproximadamente 0%. Após isso foram efetuadas pesagens com intervalos de 1h. Com base nos resultados obtidos, pode-se concluir que a adição da cera de carnaúba na matriz polimérica do filme à base de fécula de mandioca reduziu a taxa de permeabilidade ao vapor de água de 40,07 g/h.m² para 32,48 g/h.m², comprovando a eficácia da incorporação do lipídio para aumentar a hidrofobicidade das blendas. Sabendo-se que esses revestimentos são biodegradáveis e comestíveis, espera-se que quando utilizados como cobertura em frutos ou hortaliças, aumente-se o tempo de prateleira dos mesmos, sem comprometer as propriedades organolépticas e nem as demais características do fruto.
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