ESTUDO DAS TRANSFORMAÇÕES DE FASE EM AÇO INOXIDÁVEL SUPERMARTENSÍTICO

Referencia Apresentador Autores
(Instituição)
Resumo
IIId09-109
Jose Wilmar Calderón-Hernández Calderón-Hernández, J.W.(Universidade de São Paulo); Hincapie, D.(Escola Politécnica da USP); Magnabosco, R.(Centro Universitario da FEI); Queiroz, F.M.(Escola Politécnica da Universidade de São Paulo); De Melo, H.G.(Escola Politécnica da Universidade de São Paulo); Goldenstein, H.(Universidade de São Paulo); Os aços inoxidáveis supermartensíticos (AISM) são uma nova derivação da família dos aços inoxidáveis martensíticos, estes materiais são conhecidos por oferecer alta resistência mecânica, boa tenacidade, e melhor soldabilidade e resistência contra corrosão quando comparados com aços inoxidáveis martensíticos tradicionais como o aço UNS S41000. Estas características são ativadas mediante a diminuição do teor de carbono (C<0,03%) e a adição de vários elementos de liga, principalmente Ni e Mo, assim como um adequado planejamento dos tratamentos térmicos. No presente trabalho se estudam as transformações de fases de um AISM. Para isso foram realizados tratamentos térmicos de homogeneização a 1050°C durante 30 minutos com temperado ao ar, desta chapa foram extraídas amostras que passaram por tratamentos térmicos de revenimento variando-se tanto a temperatura (550°C, 575°C, 600°C, 625°C, 650°C e 700°C) como o tempo de revenimento (2 horas, e 240 horas). Para a caracterização microestrutural foram realizados exames através de microscopia eletrônica de varredura (MEV), analises de difração de raios-X (DRX), simulações termodinâmica de diagrama de fases através de Software Thermo-Calc, e medições da fase magnética via ferritoscopio. A traves das análises de DRX se identificou e quantificou a austenita retida, porém as medições com ferritoscopio indicam que a fase não magnética, assumida neste trabalho como austenita, foi muito maior do que o medido por DRX, isso indica que uma fração importante dessa austenita retida encontrasse finamente distribuída na matriz e não é detectada mediante difração do raio-X. As simulações termodinâmicas mostraram que o AISM possui potencial termodinâmico para transformar vários tipos de carbonetos de cromo Cr (Cr23C6 e M6C) e fase CHI (rica em Cr e Mo) com preferência para algumas das temperaturas de revenimento estudadas, isso foi constatado indiretamente mediante ensaios eletroquímicos de sensitização.
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