CARACTERIZAÇÃO DA LIGA VÍTREA (La0,5Ce0,5)60Al15Co25

Referencia Apresentador Autores
(Instituição)
Resumo
IIId06-024
Maria Clara Farah Antunes Vilas Bôas Vilas Bôas, M.F.(Universidade Federal de São Carlos); Rocco, G.C.(Universidade Federal de São Carlos); Gargarella, P.(Universidade Federal de São Carlos - UFSCar); Kiminami, C.S.(Universidade Federal de São Carlos); Ligas vítreas são promissoras em aplicações como microengrenagens, revestimentos, núcleo de transformadores, sensores, peças de pequenos tamanhos em relógios, celulares, etc.. Elas apresentam elevada resistência mecânica (próxima a limites teóricos), elevada dureza e resistência a corrosão, entre outras propriedades. Além disso, exibem uma redução significativa na viscosidade quando aquecidas no intervalo de líquido superesfriado (entre a temperatura de transição vítrea e a de cristalização) o que facilita seu processamento por técnicas como injeção e extrusão. A liga vítrea (La0,5Ce0,5)60Al15Co25 é candidata para ser utilizada em processos de extrusão pois possui uma alta tendência a formação de estrutura amorfa onde cilindros de 10 mm totalmente amorfo foram obtidos na literatura. Ela também apresenta baixa temperatura de transição vítrea (~175°C) e amplo intervalo de líquido superesfriado (~85°C). O presente trabalho tem como objetivo a caracterização da liga vítrea (La0,5Ce0,5)60Al15Co25 de modo a determinar parâmetros importantes para o processo de extrusão desta liga, como as temperatura de transição vítrea e de cristalização, além do tempo disponível para o processamento antes que ocorra a cristalização. Foram produzidos cilindros de 2 mm de diâmetro pelo método de fundição por sucção, que vão ser utilizados posteriormente para extrusão. Fitas de 40 microns de espessura foram produzidas utilizando a técnica de melt spinning. As amostras foram caracterizadas por Difração de Raios X (DRX), Calorimetria Diferencial de Varredura (DSC), Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV) e Espectroscopia de Energia Dispersiva (EDS). Imagens de MEV dos cilindros produzidos apresentam uma micrografia característica de uma amostra de material amorfo, sem contraste e homogênea. No entanto, essa técnica não permite dizer se as amostras estão totalmente amorfas, pode haver a existência de nanocristais que não puderam ser visualizados neste microscópio. A presença de nanocristais não deve prejudicar o processo de extrusão e portanto não há necessidade de uma investigação mais completa neste sentido. Foi verificado presença de pico com base larga em torno de 2? = 42°C nos resultados de DRX da fita, confirmando estrutura completamente amorfa. Os resultados de DSC desta amostra também mostraram a ocorrência de transição vítrea e cristalização ocorrendo nas temperaturas de, aproximadamente, 187°C e 233°C, respectivamente, próximas daquelas obtidas na literatura.
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