TRATAMENTO SUPERFICIAL DE FIBRAS COCO BABAÇU PARA REFORÇO DE COMPÓSITOS CIMENTÍCIOS

Referencia Apresentador Autores
(Instituição)
Resumo
IIn07-013
João Batista de Oliveira Libório Dourado Alves, F.F.(Universidade Federal do Piauí); Alves, M.R.(Universidade Federal do Piauí); Chaves, T.S.(Universidade Federal do Piauí); Dourado, J.d.(Universidade Federal do Piauí); Matos, J.M.(Universidade Federal do Piauí); Dos Santos, V.B.(Universidade Federal do Piauí); Nos últimos anos, com a crescente preocupação com a sustentabilidade, tem se observado grande interesse por pesquisas cientificas sobre materiais ecologicamente corretos. Fibras vegetais são matéria prima natural renovável e sem emissão de poluentes, atóxicas e biodegradáveis, apresentam baixa densidade, baixo custo, não abrasivas, dentre outros. Desta forma, a sua utilização como reforço em compósitos de matriz cimentícia tem despertado grande interesse para a indústria da construção civil, principalmente em países menos desenvolvidos ou que necessitam de habitações de baixo custo. Contudo, as fibras naturais possuem uma fraca adesão na interface fibra-matriz, devido a presença de seus grupos hidrofílicos. Usualmente requer modificações superficiais, de modo a favorecer sua interação com a matriz. O Babaçu é uma típica palmeira brasileira, amplamente cultivado na região Norte e Nordeste, em especial no estado do Piaui. As fibras são extraídas do epicarpo do babaçu, considerado como rejeito e pouco usado industrialmente. Portanto, pesquisas cientificas referentes ao seu uso como reforço do concreto, ainda é bastante limitada. Este trabalho tem como objetivo avaliar a eficiência do tratamento superficial em fibras de coco babaçu, visando obter propriedades satisfatórias para seu potencial uso como reforço em compósito cimentício. As fibras foram submetidas a uma lavagem (fibras não tratadas) e também modificadas superficialmente (fibras tratadas) com solução de NaOH 5%, e caracterizadas por absorção de água, teor de umidade, densidade e difração de raios X (DRX). As fibras tratadas apresentaram absorção de água de 34,66% e teor de umidade próximo de 3,93%, valores estes menores quando comparados com as fibras não tratadas. Estes resultados demonstram uma possibilidade de aumentar a adesão com a matriz cimentícia. Em relação à densidade, foi observado pouca variação entre as fibras. Os resultados DRX apresentaram os picos referentes aos planos cristalinos característicos dos materiais lignocelulósicos, entre os quais o plano (002). Este é o mais intenso e refere-se à região cristalina, correspondente a celulose do tipo I, uma das formas polimórficas da celulose. Outras duas reflexões foram observadas (101) e (040), com menor intensidade, sendo a última representante da parte amorfa presente nas microfibrilas (hemicelulose e lignina). Com o tratamento alcalino, foi possível observar que o plano (002) tornou se mais acentuado, indicativo de um aumento do domínio cristalino presentes nas fibras, com o índice de cristalinidade igual a 54,59%. As fibras in natura, apresentaram grau cristalino de 43, 18%.
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