Aproveitamento de resíduos gerados na cadeia produtiva do gesso no município de Araripina-PE

Referencia Apresentador Autores
(Instituição)
Resumo
Ig13-011
Pâmela Bento Cipriano Cipriano, P.B.(Universidade Federal do Vale do São Francisco); Galdino, T.S.(Universidade Federal do Vale do São Francisco); Sá, C.S.(Universidade Federal do Vale do São Francisco); Ferraz, A.D.(Universidade Federal do Vale do São Francisco); Rezende, R.T.(Universidade Federal do Vale do São Francisco); A produção de gesso realizada no semiárido pernambucano representa elevada importância na geração de renda local, mas produz resíduos durante a extração do capeamento de argila sobre a gipsita que se acumulam nas mineradoras e na fabricação de produtos derivados do mesmo. Os resíduos de gesso são considerados como um problema econômico e ambiental se descartado de forma inadequada. O objetivo desse trabalho foi viabilizar o reaproveitamento de dois diferentes tipos de resíduos provenientes do Polo Gesseiro do Araripe gerados na cadeia produtiva do gesso em cerâmica vermelha. O resíduo de gesso obtido da fabricação de placas e blocos foi triturado em moinho de bolas e passado em peneira ABNT Nº 100, enquanto a argila foi desaglomerada em um almofariz e passada em peneira ABNT Nº 80. Ensaios preliminares foram realizados incorporando 5 e 10% em massa de resíduo de gesso a argila residual. Os corpos de prova foram moldados por prensagem uniaxial e em seguida secados a 110ºC durante 24 h, sinterizados a 850ºC e 950ºC por 2 h. Foram avaliados nos corpos de prova a absorção total de água, a massa específica e porosidade aparente, e a perda ao fogo. Os resultados indicaram que a absorção de água nos compósitos queimados a 850°C foi de aproximadamente 12%, enquanto que a 950°C na argila foi de 7%, com 5% e 10% de resíduo de gesso foi de 8% e 9%, respectivamente. A massa especifica foi de cerca de 2% em todos os sistemas avaliados. A porosidade aparente nos corpos de prova não apresentou diferença significativa na temperatura de sinterização de 850ºC, no entanto a 950°C aumentou de 14% (argila) para 18% (argila/10% resíduo de gesso). Os compósitos contendo resíduo de gesso apresentaram maior perda ao fogo comparado a argila. O melhor desempenho foi obtido pela composição contendo 5% de resíduo de gesso sinterizado a 950°C. Portanto, o aproveitamento dos resíduos em massa de cerâmica vermelha é possível minimizando impactos ambientais.
<< Voltar