Evolução Microestrutural de Ligas Inoxidáveis com Efeito de Memória de Forma submetidas a Extrusão em Canal Angular (ECAE).

Referencia Apresentador Autores
(Instituição)
Resumo
IIId09-090
Heide Heloise Bernardi Bernardi, H.H.(Faculdade de Tecnologia de São José dos Campos - Prof. Jessen Vidal); Käfer, K.A.(Instituto Tecnológico de Aeronáutica); Otubo, J.(Instituto Tecnologico de Aeronautica); Os aços inoxidáveis com Efeito de Memória de Forma (EMF) possuem recuperação de forma intermediária, quando comparada com as ligas NiTi. No entanto, o EMF pode ser melhorado por meio de algumas modificações na estrutura ou processamento das ligas inoxidáveis, como: composição da liga, temperatura de tratamento térmico, ciclos de treinamento, refinamento de grão e outros. O refino microestrutural nas ligas inoxidáveis pode ser conseguido através de deformação plástica severa, em particular o ECAE, que permite a aplicação de grandes deformações sem mudar a seção transversal da amostra obtendo-se tamanho de grãos em escala submicrométrica ou nanométrica. Na literatura são encontrados muitos trabalhos que reportam o comportamento de materiais com EMF processados por ECAE, principalmente em ligas de NiTi. Entretanto, há poucos dados sobre o comportamento das ligas inoxidáveis FeMnSiCrNi(Co). Portanto, o estudo da evolução microestrutural é importante nesses materiais para compreender os fenômenos relacionados ao EMF. Com base nisso, o objetivo deste trabalho será avaliar e comparar duas ligas inoxidáveis com EMF (FeMnSiCrNi e FeMnSiCrNiCo) solubilizadas em 1050°C/40 min e resfriadas em água e posteriormente deformadas a quente (250°C) por um passe em ECAE usando um canal com ângulo de 120°. Para verificar as mudanças microestruturais que ocorrem durante o processamento, o ensaio foi interrompido antes da amostra passar totalmente pelo canal. A caracterização microestrutural ao longo da seção longitudinal das amostras (regiões: antes do canal, no canal e após passagem pelo canal) será realizada utilizando a técnica de Microscopia Eletrônica de Varredura com detector de Difração de Elétrons Retroespalhados (MEV/EBSD). As análises iniciais das amostras no estado solubilizado (material de partida) mostram que o tamanho de grão austenítico é diferente para ambas as ligas, no qual a composição com cobalto possui maior tamanho de grão, em torno de 85+/-27 microns. A liga sem cobalto apresenta um tamanho de grão em torno de 39+/-12 microns. Com a deformação via ECAE, em termos de tamanho de grão, as amostras tem uma diminuição pouco significativa, em relação ao primeiro passe, porém há um refinamento na microestrutura em termos das placas de martensita induzidas por deformação, sendo que para a amostra sem cobalto, a fase martensita está orientada preferencialmente no plano (0001), enquanto que para a amostra sem cobalto a fase martensita está orientada preferencialmente no plano (11-20).
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