Comparação da remoção de fenol de solução aquosa com uso de Material Carvão Ativado Granular mineral modificado com e sem enzima tirosinase imobilizada

Referencia Apresentador Autores
(Instituição)
Resumo
Ig11-004
Andrea Medeiros Salgado Salgado, A.M.(Universidade Federal do Rio de Janeiro- Escola de Química); da Fonseca, F.V.(Escola de Quimica, UFRJ); de Mello, A.C.(Universidade Federal do Rio de Janeiro); O Brasil vem passando por uma crise hídrica nas últimas décadas e uma das alternativas para combater a escassez de água é o tratamento de efluentes industriais visando não somente diminuir a descarga de poluentes nos corpos d’água como também o reuso do efluente tratado pelas indústrias, que no Brasil são responsáveis pelo consumo de 22% da água dos mananciais. O fenol e seus derivados são uns dos principais poluentes encontrados em efluentes, estando presentes em efluentes aquosos provenientes de diversas atividades industriais, como a indústria petroquímica, têxtil, de plásticos, de resinas, de celuloses e de papel, além de coquerias. Assim, torna-se necessária a criação de técnicas eficientes e baratas para o tratamento destes efluentes, haja vista a toxicidade dos compostos fenólicos, que em concentrações da ordem de ppm podem ser letais, caso da ingestão de 1g da substância que pode ser letal mesmo para seres humanos. Os métodos mais utilizados para a remoção de fenóis atualmente envolvem processos físicos ou químicos, o tratamento com carvão ativado, os processos térmicos ou o arraste com ar. O interesse no desenvolvimento de metodologias mais eficientes e de menor custo, tal como a degradação de fenol e compostos fenólicos por oxidação através do uso de enzimas, como a tirosinase, vem aumentando gradualmente. Neste trabalho, foram comparados métodos usando o material carvão ativado granular da marca Carbotrat AP modificado, com e sem a presença de enzima tirosinase imobilizada, com objetivo de obter a comparação das duas diferentes aplicações para remoção de fenol de soluções aquosas. O ensaio de oxidação enzimática foi realizado adicionando 10 g de carvão ativado granular contendo a enzima imobilizada, com uma atividade média de 1500 U, em uma solução sintética de fenol em concentrações variando de 10 a 100 ppm, pH de 7,0, temperatura de 25 ºC, mantidas a uma agitação constante de 150 RPM por 2h. Amostras foram coletadas em diferentes intervalos de tempo para a análise do fenol restante em solução, além de testes para avaliar a perda da enzima do suporte durante a utilização. O teste nas mesmas condições também foi realizado usando carvão ativado granular sem a enzima com soluções de 10 ppm de fenol. O carvão ativado granular sem a modificação, utilizado como suporte, se mostrou ineficiente na remoção do fenol sem a presença da enzima, porém foi capaz de remover o produto da degradação do fenol, o-quinona, observado pela coloração menos intensa da solução sintética após o ensaio de oxidação enzimática. Já o carvão ativado granular modificado contendo a enzima foi suficiente para adequar soluções de 10 e 20 ppm de fenol ao limite exigido para descarte pelo CONAMA 430, que é de 0,5ppm. Com isso foi possível observar que a remoção do fenol por oxidação, utilizando a enzima imobilizada no suporte, ocorre principalmente devido à ação da tirosinase, sem grande participação do carvão ativado granular da marca Carbotrat AP, usado como suporte.
<< Voltar