Produção de membranas microfibrosas de gelatina obtida de tilápia

Referencia Apresentador Autores
(Instituição)
Resumo
IVa29-012
José Luiz Vilches Vilches, J.L.(Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho"); de Souza Filho, M.M.(Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária); Rosa, M.D.(Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária); Melo, E.F.(Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará); Ribeiro, H.L.(Universidade Federal do Ceará); Malmonge, J.A.(Universidade Estadual Paulista); A maioria das gelatinas comercias são derivadas de pele e osso de suinos e bovinos, e devido a sua biocompatibilidade, biodegrabilidade e baixo custo, tem sido utilizada principalmente em produto alimentícios e farmacêuticos. Com o constante aumento da aquicultura mundial e do volume de resíduo gerado de peixes, passa a ser interessante o seu estudo como fonte alternativa de gelatina, visando agregar valores ao pescado. A tilápia é a espécie de peixe mais produzida no Brasil e do seu processamento, apenas 30% é de rendimento do filé, sendo os 70% restantes de resíduos, composto de cabeça, carcaça, pele e escamas. Obter membranas a partir de nanofibras e/ou microfibras a base de gelatina pode ampliar a sua aplicação tecnológica, principalmente na área biomédica, devido a sua grande área superficial, biocompatibilidade e biodegradabilidade. Uma das técnicas utilizadas para produção de fibras poliméricas na escala nano e micron é a “Solution Blow Spinning” (SBS). Essa técnica se apresenta como uma alternativa a já bastante conhecida técnica “electrospinning”, com a vantagem de apresentar maior produção e menor custo. Na técnica SBS, a solução polimérica é arrastada até o coletor por um gás (que pode ser o gás oxigênio) e na trajetória o solvente é totalmente (ou parcialmente) evaporado, formando as nanofibras e/ou microfibras. Taxa de injeção, velocidade do gás de arraste, viscosidade da solução e distância entre a ponta da agulha até o coletor (distância de trabalho), influenciam na morfologia das fibras. No presente estudo, membranas nanofibrosas de gelatina de tilápia foram produzidas por meio da técnica blow spinning. Foram investigados diferentes parâmetros na produção e morfologia das fibras, avaliados por meio de microscopia eletrônica de varredura. As melhores condições encontradas para a produção das fibras foram: concentração de 20% em ácido acético e água destilada numa proporção de 80:20 (v/v), vazão de solução de 0.135 mL/min, pressão do gás de 0.67 bar e distância de trabalho 21 cm. Nessas condições, microfibras com diâmetros entre 260 e 400 nm foram obtidas.
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