Influência dos parâmetros térmicos de um processo de solidificação unidirecional na microestrutura de uma liga Al-Mg-Si

Referencia Apresentador Autores
(Instituição)
Resumo
IIId23-013
Layse Mendes Diniz Silva, B.J.(Universidade de Brasília); Pessoa, L.F.(Universidade de Brasília); Victor, R.d.(Universidade de Brasília); Knebel, S.(Universidade de Brasília); Maranhão, D.C.(Universidade de Brasília); Coutinho, M.M.(Universidade de Brasília); Sousa, T.P.(Universidade de Brasília); Rosa, D.M.(Universidade de Brasília); de Faria, C.A.(Universidade de Brasília); Diniz, L.M.(Universidade de Brasília); O presente trabalho apresenta uma investigação da influência dos parâmetros térmicos do processo de solidificação unidirecional na formação microestrutural de uma liga Al-Mg-Si. A liga utilizada, retirada de fios condutores, foi fundida e solidificada, observando a temperatura da isoterma liquidus e a evolução térmica do processo por meio de termopares inseridos lateralmente na lingoteira. Com base em procedimentos da literatura de solidificação, determinou-se os parâmetros térmicos envolvidos como Velocidade de Solidificação (VL), Taxa de Resfriamento (T) e Gradiente Térmico (GL). A metalografia das amostras de diferentes regiões, perpendiculares à frente de solidificação e à transferência de calor do material, foi feita e, por meio de análises com software de tratamento de imagem Fiji-ImageJ, definiu-se tamanhos médios de grão, utilizando o método das interseções (método de Heyn) da norma ASTM E112-96. Dessa forma, pôde-se avaliar como os parâmetros térmicos de solidificação estão relacionados com a formação microestrutural da liga em estudo. Observou-se que, quanto mais próximo do molde de vazamento, houve uma tendência da velocidade da isoterma liquidus, da taxa de resfriamento e do gradiente térmico apresentarem valores superiores quando comparadas com amostras de outras regiões. Analisando duas amostras de diferentes distâncias até o molde de vazamento, 8 mm e 32 mm, observou-se que a microestrutura de 8 mm apresentou tamanho médio de grão aproximadamente 51% menor quando comparada à amostra de 32 mm. Uma possível justificativa para esses resultados seria, principalmente, a velocidade de deslocamento da interface Sólido/Líquido, onde, à medida em que se aumenta esse fator, nao há tempo o suficiente para nucleação de grãos maiores e, dessa forma, formam-se microestruturas mais refinadas.
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