SUBSTITUIÇÃO PARCIAL DO AGREGADO MIÚDO POR CINZA DE MADEIRA DE EUCALIPTO EM ARGAMASSAS DE CONCRETO

Referencia Apresentador Autores
(Instituição)
Resumo
IIn08-034
Karolyne Aparecidado Amaral Amaral, K.A.(Universidade Tecnológica Federal do Paraná); Irrigaray, M.A.(Universidade Tecnologica Federal do Paraná); O uso de materiais alternativos na construção civil cresce devido a necessidade de melhorar as propriedades físicas e químicas do concreto, reduzir gastos com os materiais, além de minimizar o dano ambiental. Muito utilizada para fins de geração de energia em secadoras, a madeira de eucalipto gera como resíduo a cinza da madeira de eucalipto (CME). Este subproduto da madeira não possui destinação ambiental adequada e pode ser reaproveitado como adição ao concreto ou argamassa. O objetivo deste estudo é verificar a viabilidade técnica de substituir parcialmente o agregado miúdo pela CME em argamassas com areia natural e areia de britagem. Para tanto, foi analisado o desempenho mecânico das argamassas com e sem substituição parcial de CME, com esse propósito foram produzidas argamassas nas quais se substituiu 2,5% e 5,0% do agregado miúdo por CME, mantendo constante o traço de 1:3 e a relação a/c de 0,48. Essa análise foi conduzida utilizando dois tipos de agregados miúdos, natural e de britagem. Os corpos de prova foram ensaiados à compressão axial para as idades de 7, 14 e 28 dias e a absorção por capilaridade com 100 dias. Os resultados indicaram queda significativa na resistência média com relação à referência, tanto para o teor de 2,5% quanto para o teor de 5,0%, quando utilizou-se areia natural. Entretanto, nas argamassas confeccionadas com areia de britagem, para 28 dias, não houve queda significativa da resistência da referência em comparação com a substituição de 2,5%. Assim, a substituição da areia pela cinza de madeira de eucalipto mostra-se uma opção interessante e viável quando do uso de argamassas com areia de britagem num teor de 2,5%, pois a substituição permite diminuir o dano ambiental causado pela extração do agregado natural, além de possibilitar o aproveitamento da CME, sem prejudicar a resistência à compressão.
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